terça-feira, 7 de junho de 2016

Rico Dalasam e o orgulho de ser além



A receita aqui é começar a ler o post logo depois de dar o play no vídeo abaixo:




Esse foi o meu primeiro contato que tive com o Rico, lá no comecinho de 2015. Acabei vendo o clipe em um desses rolês aleatórios meio focados na desconstrução, porque QUEM NÃO, não é mesmo?

Ouvi a primeira vez, vi o clipe superproduzido e já fui logo pego de jeito. A direção de Toddy Ivon é maravilhosa, e muito digna. Cada vez mais feliz com as produções visuais brasileiras <3




Depois de todo o amor que começou a me envolver, fui dar uma pesquisada pra saber quem era o boy, né non? Então: Rico Dalasam é um rapper, de origem pobre e negro. Talvez você possa enquadrar como “clichê” das histórias dos rappers, levando em consideração como o rap acaba se tornando arma de transformação, POSITIVA (que fique beeem claro), nas mãos de muita gente que vive em nas periferias desse Brasil.



Essa aqui você SÓ vai ouvir tocar nas baladinhax

Só que tem um diferencial. O elemento X. Rico Dalasam é gay. Bem gay inclusive. Ele faz questão de deixar isso claro (já que o ato de militar pela causa LGBTQ está bem impresso) em suas letras e no seu modo de se vestir. Dalasam brinca com o feminino pra impactar mesmo. A cena do rap brasileiro é bastante machista e por a cara no Sol como ele fez, é pra poucas.



Nesse vídeo ele fala um pouquinho sobre a realidade pessoal dele.
Dá pra sacar melhor do que eu to falando.

Orgunga, lançado oficialmente ontem (06/06) em todas as plataformas digitais com o apoio da Rolling Stone Brasil (e que vai receber um formato físico a ser lançado de forma independente, em breve) é o nome do primeiro álbum do Dalasam. Conta com 8 faixas MA RA VI LHO SAS, uma delas, Riquíssima, remix DEXTRUIDOR de uma das faixas do primeiro EP do rapper, “Modo Diverso”.




O nome do álbum, Orgunga, foi uma criação 
do próprio rapper. De acordo com ele, o nome 
é a junção de “orgulho, negro e gay”.
COMO NÃO AMAR?!




Primeiro EP do vinhado


Tudo isso você pode conferir no Spotify, como eu acabei de (re)fazer. E se quiser conhecer um pouquinho mais do Rico, dá uma olhada nessa matéria sobre ele no Carta Capital: é só clicar aqui!

Ah! E superecomendo que você o siga no instagram (@ricodalasam), porque a besha arraza bastante por lá também.

P.S.: Pra baixar o Orgunga basta acessar o link da Rolling Stone Brasil clicando aqui!
P.S.: Comenta o post e compartilha cazamiga, que é o que faz esse amorzinho todo entrar em movimento <3

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~Olar~

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Nome do meio: Indecisão, Deivid Ferraz possui uma outra página no Facebook (Eu Nuto), memória fraca e mais de mil ideias (ainda) não postas em prática.