Hoje faz uma semana que, Beyoncé, maior rainha e destruidora de todo o universo desde sempre, não levou o grammy de melhor álbum do ano. Pois é, nem ela, nem o Sam Smith (que também já ganhou até demais, vamo combinar...), Ed Sheeran ou Pharrel Williams. Assim como eu, um monte de gente que não entende de música (não entendemos mesmo, fica na sua), revoltadíssimas com o resultado, se fez a mesma pergunta:
QUENHÉ O BECK NA FILA DO PÃO? Pois é, como verdadeiro cidadão caridosodealmadoceesorrisoencantador que sou, decidi dá uma lida sobre a história do cantor e fazer esse post de utilidade pública, claro. Vê só:
Beck sendo hipster.
Beck Hansen, ou Bek David Campbell, é um hipstercanceriano nascido em 8 de julho de 1970, na cidade de Los Angeles. Filho da puta (roubou o grammy da Queen B) atriz Bibbe Hansen e do músico David Campell, cresceu num ambiente super propício para as artes e, obviamente, com foco na música, especialmente os gêneros folk e blues.
As influências do músico Beck demonstra uma verdadeira batida louca de psicodélica ao som do pancadão, com muito álcool, drogas e efeitos no estilo Hora de Aventura.
Ta, não é bem isso, mas tá quase lá. E eu resumo pra você:
Pegue um ser humano, influenciado e tendo como base o folk (folk = folclore, ou seja, influência do pai David Campbell) e mistura com muito blues. Isso. Agora coloca a influência de músicas religiosas (Beck, quando criança, viveu com seu avó, pastor presbiteriano). Ouquei. Agora acrescenta uma dose de punk, provindo do movimento antifolk (mistura do folk e do punk, que já merece um post no blog). Acrescentou? Coloca mais um pouquinho de hip hop e bate tudo bem lentamente. Ou não. As influências de Beck é são uma verdadeira mistureba. Mas eu não arrisco dizer aleatórias.
Agora que a gente já falou das influências do boy, vamo falar um pouco da história de superação, porque toda história boa tem que ter superação, chororô e esses “no dia em que saí de casa” feelings.
A gente começa a história dele pela música Loser que arrebentou a boca do balão (gírias vintage, porque eu to falando de um cara hipster). Essa música foi tipo “É o amor” do Zezé di Camargo e Luciano feelings.
Para os críticos, a letra seria o hino da “slacker generation” (termo usado pra classificar a “geração da preguiça”, “geração X”, ou “galera dos anos 90”) e pertence ao terceiro álbum do ruivo. Se ligou na força que uma música precisa ter pra traduzir uma década inteira?
Dá uma conferida na música.
Aposto como você já ouviu alguma vez na vida!
Entretanto, de slacker/preguiçoso Beck não tem nada.
"Eu nunca fui slacker. Eu estive trabalhando em empregos de 4 dólares por hora tentando permanecer vivo (vem ser professor no BRAZEL, gato). Essa coisa de slacker é para pessoas que tem tempo de ficar deprimidas com qualquer coisa."
Gentem, não chora, mas o Beck, na época em que compôs Loser, vivia em um galpão infestado de ratos, e trabalhava numa locadora de vídeo onde, entre outras atividades, separava as fitas da seção de filmes pornográficos em ordem alfabética por um salário nada legal.
Ta, já pode chorar.
Da uma conferida nessas curiosidades sobre o Beck Hansen:
O primeiro fruto de sua ainda nascente carreira musical é o single MTV Makes Me Want to Smoke Crack (traduzido livremente como “MTV me faz querer fumar craque”). Morram com essa.
O título Mutations, do seu 6º álbum, seria uma referência aos Mutantes e a música Tropicalia, uma homenagem ao movimento de mesmo nome.
Sabe aquela mistura do início? Pronto, Põe um bucadinho de BRAZEL no meio. Beck é fã assumido da música brasileira (já disse que esse lindo SUPER mereceu o Grammy?)
Para a gravação do álbum Morning Phase (álbum do ano, para o Grammy 2015), Beck se reuniu com muitos dos mesmos músicos com quem ele havia trabalhado no, aclamado 8º álbum, Sea Change.
GENTEM, o Morning Phase é apenax o 12º álbum do cantor em duas décadas.
Encerro aqui deixando bem claro que, Beck É ALGUÉM na fila do pão, SIM, tá? E que super mereceu o prêmio.
Agora, sobre como eu, revoltadíssima com o resultado do GRÉNMI, fiquei durante a elaboração desse post:
Sabe o chão? Então...


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